"Se alguém é importante pra você, lute por essa pessoa pois a frustração de ter errado nunca é maior do que a de nunca ter tentado"



Posts de Sábado, Janeiro 21, 2006

Escolhas

Hoje eu levantei as 10:30 da manha, mas calma isso não é um diário, é uma reflexão. Quando eu saí da cama e fui até o banheiro escovar os dentes, o calor me fez decidir por tomar um banho. Ao abir o armário, eu senti que o calor ia piorar e a camisa de manga curta cairia melhor que a de manga cumprida. Apesar de feia, camisas são imprescindiveis (como escreve?) no meu trabalho. Na rua, o calor não estava tanto no início do meu trajeto para a Caixa, decidi que iria a pé. Na metade do caminho, já suado, entendi porque dizem que 29ºC é quente. O bom foi ter escolhido a camisa feia, mas leve.

Tudo isso pra dizer que, por mais simples que sejam, as escolhas são parte do nosso dia, do início ao final. São parte da vida, desde o bico ou a mamadeira até a o remédio normal ou o genérico. Escolhas. E elas são muitas vezes importantes quando nem sabemos, como o fato de colocar a camisa certa ou desmaiar no sol... Mas o que, pra mim, pode fazer das escolhas às vezes tão difíceis pra todos nós é a forma como encaramos elas.

Quando eu disse pra minha mãe que não iria mais morar com ela, isso na véspera dos meus 18 anos, ela fechou a cara e disse que era uma decisão definitiva, eu não deveria voltar mais. E eu levei na boa. Nunca mas voltei a morar lá. Talvez voltasse se quisesse, ela adoraria, mas levei a sério o que ela disse. Da mesma forma que, há duas semanas atrás devolvi 20 reais para o pai, emprestados por ele com a condição de devolver depois. Ele ficou me olhando com uma cara estranha na hora que entreguei o dinheiro de volta, 2 dias depois, e disse "não precisa devolver", mas eu levei a sério o que ele disse. As escolhas são diferentes, mas são iguais, porque são encaradas igualmente.

Não estar mais em casa deveria ter o mesmo peso de escolha que devolver 20 reais. Eu acho. Mas pra muita gente não é assim.

Um dia, você vai ter que optar por se formar, ou não. Optar por casar, ou não. Por ter um filho, ou não. Mas procura sempre lembrar que tudo isso, apesar de lidar com detalhes diferentes, ou mais atores, é tão importante quanto devolver uma nota de 20 reais que você pegou emprestada 2 dias antes. Com isso eu não quero dizer que ter um filho é algo pouco importante, mas sim que toda a escolha é importante. Logo, ter um filho é importante. Esbarrar em alguém que você nunca viu na rua, deixando cair a papelada da pessoa no chão, e ajudar a recolher é importante.

Porém se tudo isso é importante, então é tudo difícil de escolher também? Não! Se isso fizer parte da sua vida, deixa de ser. Você passa a ter cuidado com tudo, seja seu ou do outro, seja visto ou não. E o ter cuidado naturalmente passa a não te deixar tão mal com as escolhas.... já pensou nisso?

Quando você escolhe viver, você também não deixa de ter história, viu Márcia? Quando você escolhe mudar de lugar, você não deixa de ter vivido no lugar anterior. Quando você muda as pessoas, você não deixa de tê-las. Quando você muda de faculdade, não deixa de ter a antiga. Quando você muda de sentimentos, não deixa de saber do amor que sentiu.

..quando você não me disser mais as coisas lindas que diz, você não terá apagado isso da vida. Foi só uma escolha de deixar isso para trás, mas você não perde nada. Nem eu. Só ganhamos recordações lindas. Assim como nós já temos ótimas recordações de anos anteriores das nossas vidas. As escolhas são necessidades, e não podem ser doloridas, pois a gente tem sempre de olhar pra frente, já que os olhos estão virados pra lá e a vida segue...

Se as escolhas são parte de toda a nossaa vida, de cada minuto dela, então não dá pra pensar demais nas consequências.
Escolhe viver. Descobrir coisas novas, me dizer cosas bonitas. ...Com uma roupa leve, de preferência.

postado por: BRUNO ZILIOTTO 01:27
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Posts de Segunda-feira, Janeiro 02, 2006

Feliz Ano Novo!

postado por: BRUNO ZILIOTTO 20:51
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Obrigado Márcia!

(Esse é o meu post de Ano Novo)

Bom, pra quem não sabe e se interessar em saber, vou detalhar um pouco mais meus dias de virada de ano. Acho bacana escrever isso, não só pra poder ler depois de um bom tempo, mas também porque aqui é mais fácil de achar do que nas papeladas que eu guardo em casa.
ANO NOVO é sempre um momento que eu gosto, com uma ou outra virada meio ruinzinha, mas várias outras cheias de coisas boas e sentimentos de felicidade. Alguma coisa boa costuma marcar o meu ano novo. Que bom, tomara q seja assim sempre. Esse não foi diferente.
....
O dia 31 de dezembro pra mim começou as 4 da manhã (não, não, eu não trabalho como um escravo, tava liberado da Escala). Saí de casa as 5 da manhã rumo ao Aeroporto Salgado Filho com um mochilão e uma mochila simples pra levar a bagagem de mão. Desci a rua de casa e quando cheguei no ponto de taxi, não havia nenhum (sendo que sempre há uns 3 ou 9 ali). Fiquei no meio da rua, no escro, esperando um. O primeiro que parou já me perguntou de cara: "é pra longe ou pra perto?", respondi que era pra longe, o Aeroporto, enquanto tirava a mochila das costas. O cara respondeu "Xi... não vai dar cara, to quase sem gasolina já. mas fica aí que eu chamo outro no rádio pra ti". Desci e fiquei esperando outro. Uns 3 passaram com gente, até que um parou e começou a história.

Monólogo do Taxista:"Tava sem sono aí resolvi pegar o carro e trabalhar, aí peguei uma senhora e trouxe aqui no morro da TV, aí depois, agora na volta, um cara me pediu pra parar. Tava com um cheiro ruim e todo arrebentado, achei que era bebida, sabe como é: tem gente que bebe e fica com um cheiro podre né!.. Bom, o cara falou que foi assaltado ali e pediu pra eu levar ele em casa.. tudo bem né?.. Mas aí o cara se escorou segurando aí no painel com uma mão e outra no banco, sem encostar o corpo no banco, aí eu perguntei pra ele se tava bem, 'por que tava fazendo aquilo?' e o cara disse 'me bateram tanto, cara, que eu me caguei todo'.... Bah! mandei ele descer e nem arranquei. O cara disse que era omissão de socorro, mas imagina, 'que omissão o que cara?', eu to trabalhando, vai cagar meu carro aí... não, não... não é omissão nada..."

Bom, cheguei no aeroporto e me mandei pro banheiro olhar se tinha algum vestígio do inoportuno passageiro do taxi. Não, nao tinha nada. Cheirei minha roupa e nada. Ok. Chek in feito, entrei no avião e rumo a São Paulo!!!!

...

Cheguei por volta das 9 horas da manhã. R$ 4,85 de crédito no celular. O Patrick me ligou, enquanto eu pegava a bagagem na esteira, perguntando como chegava em Serafina Correa vindo de Capão da Canoa, pois queria assistir a um show lá na noite do Reveillon (?!?!? Cada louco com suas manias?!?). Desliguei o telefone e estava ali escrito: R$ 0,09. Descobri da pior forma possível que as pessoas ligavam para meu telefone, mas quem pagava era eu. (?!?!?)
Pois bem: outra cidade, sem mapa, sem telefone e quase sem grana. Ainda bem que eu já tinha feito esse caminho em Fevereiro passado.

Chegando no Hostel as 10 da manhã, ou um pouco mais, não sei de nada que aconteceu até as 11 horas. Capotei na cama. Ao meio-dia saí a procura de crédito para o celular e, da pior forma possivel, descobri que em São Paulo as pessoas são avessas à Claro. Andei umas 4 quadras para encontrar um cartão. Saí a procura de um lugar pra almoçar e não foi fácil achar algo simples, mas limpo, por aquelas bandas da Av. São João. No caminho um argentino veio me pedir dinheiro... (um argentino, em São Paulo, vai até um gaúcho pedir ajuda, quais são as chances de isso acontecer????)

A Márcia apareceu por volta das 2 da tarde. Àquela altura eu estava chegando na Av. Consolação, umas 8 quadras do Largo do Arouche (local do Hostel) e já havia descoberto até onde ficava a Santa Casa de São Paulo, achando que era um museu, ou uma faculdade....

Quando ela me viu, não correu pra abraçar, e ainda estava braba comigo porque eu não respondi as mensagens que ela mandou horas antes e chegaram no meu celular naquele exato momento (culpa da TIM, ué??... Se tivesse um Claro funcionava direito!). Mesmo assim a gente se cumprimentou na boa e eu levei ela até o hostel. E lá ficamos por mais ou menos 1 hora e meia de papo, rindo, brincando e se conhecendo. Na verdade, eu achava que encontrando ela não ia me sentir a vontade, já que nunca havíamos nos visto, mas foi como se nos conhecessemos a muito tempo... muito louco isso!! Não faltou assunto, nem sorriso. Foi ótimo. O que bastou para eu roubar um ótimo beijo dela e começar de fato o nosso tão esperando encontro.

Num chove, não-chove, passou o dia 31 em São Paulo. O dia foi feio sim, feio daqueles que é melhor ficar em casa.
Lá pelas 5 horas, começou a São Silvestre, que passou na frente do Hostel. Nós descemos e começamos a bater fotos das mais variadas figuras que correram. Foi bom, muito bom. A noite estouramos uma champagne e fomos ver os fogos na Paulista. O único problema foi que saímos as 23:45, estava chovendo, as ruas estavam fechadas e nenhum taxi parava.

Chegamos lá correndo a meia noite e vimos o show de fim de ano...... por trás do palco!
:oP Fantástico.
Mas os fogos foram bonitos e a companhia mais do que agradável. As ruas estavam fechadas e não podíamos mais passar para assistir aos shows pela frente do palco, fazer o que?

Dia 1º começou tarde, lá pelo meio-dia, mesmo assim ainda fiquei com sono. Fomos na Liberdade, na Catedral da Sé (ponto zero da cidade), casa da Má (pit-stop pra comer um miojo) e Morumbi. Na verdade, falando assim, parece pouco, mas tudo isso foi feito com bastante caminhada, e parte na chuva. Chegamos no Hostel as 7 horas da noite e a Márcia então entendeu, neste dia, sobre a minha vontade de sair caminhando pelas cidades pra conhecê-las.

.....

Muito superficial tudo isso que está escrito, mas os detalhes surgem nas nossas cabeças, minha e dela, quando lermos. É bom assim, pois os detalhes são a nossa melhor recordação. Muito obrigado Má por ter passado esse fim de ano comigo. Muito obrigado por ser essa pessoa linda, tão cheia de carinho, tão meiga e feliz que se mostrou pra mim. Você disse que ia se esforçar para que estes dias fossem muito bons e eles foram mais do que isso. Não vou esquecer desse reveillon por nada, não vou esquecer dos dias que passei com você. Quero um ano cheio de coisas boas, tanto quanto tive na virada, mas quero o dobro pra você.

Dizem que o que fazemos no momento do reveillon, o que sentimos ali, levamos pelo ano todo. Que bom! Já seria muito mais do que eu preciso para 2006.
Enfim, nesse meu ano novo para 206, só tenho que dizer: Muito obrigado Má!

postado por: BRUNO ZILIOTTO 19:43
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